Meu amor, nossa história é de uma grandeza infinita. Sim, “grandeza infinita”. E sabe por quê? Porque em meios a tantos anos de encontros e desencontros nosso amor procurou tecer um belo tapete, composto de compreensão, amizade, carinho, respeito, e muitas outras razões e situações que fizeram com que fortalecesse esse vínculo.
Posso até dizer que passado alguns meses, ou anos, sem nos encontrarmos, e de repente por obra do destino, acho que posso dizer isso, destino. Em meio a um momento turbulento nossos caminhos voltaram a se cruzar. Só que dessa vez de um modo bem diferentes.
Seria coincidência. Bom, alguns podem até chama isso de “coincidência” – quando encontros acontecem acidentalmente, sem ter sido preparados. Será então que poderíamos dizer que foi de fato um acidente.
Bom, o fato é que não havíamos marcado hora, não havíamos marcado lugar. E, na infinita possibilidade dos encontros e desencontros, dos lugares, dos tempos, nossos tempos e nossos lugares coincidiram. E deu-se o encontro.
“(...) Dizem alguns, entre eles Jung, se não me engano, que “coincidências” não existem. Coincidências, eles dizem, só são coincidências quando vistas na face direita do tapete. Mas, se pudéssemos olhar o avesso, encontraríamos os fios do destino que fizeram aquele encontro inevitável. Os homens vêem o direito; os deuses tecem o avesso. (...)”
Às coincidências são na maioria das vezes seguidas por surpresas. E foi assim mesmo. Tive uma surpresa alegre ao vê-lo. E uma surpresa ainda maior, ao descobrir que te amava, e quão especial você é. Muito embora, os desencontros da vida e seus reencontros repentinos, depois de muitos anos, causem um pouquinho de susto.
Susto este causado pelo espanto de rever a pessoa, mas ela mudou. Houve modificações em seu cabelo, pensamento, modo como se expressa. Mas no fundo dos olhos reconhecemos aquela pessoa pela qual nos chamou atenção num dado momento de nossas vidas.
No nosso caso, podemos dizer passados os anos, com o impulso da idade, e porque não dizer hoje já amadurecidos pelo tempo e pelas experiências. No impulso dizemos: “Mas como você..............!” E deixemos o espaço em branco de propósito, para que cada qual o completasse da melhor maneira. Sim, eu e você estamos mudados, no entanto agora juntos.
“(...) Não havíamos marcado hora, não havíamos marcado lugar. E, na infinita possibilidade de lugares, na infinita possibilidade de tempos, nossos tempos e nossos lugares coincidiram. E deu-se o encontro (...)”.
